sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Servidora do TJDFT apresenta coleção de moda em evento solidário

Ainda é possível prestigiar o evento "Corações Vips” que comemora o aniversário de 20 anos da APAE-DF. Na ocasião, acontecerá o desfile de roupas da colega Sidma Kurtz, taquígrafa do TJDFT e designer de moda, formada em Psicologia, Artes Plásticas e Moda. Ela vai apresentar sua nova coleção. Haverá também o desfile de jóias da designer Carla Amorim. O evento voltado para inclusão social e sustentabilidade acontece no próximo dia 23 de novembro e a arrecadação da venda dos convites será destinada aos projetos da Associação dos Pais e Amigos de pessoas com deficiências intelectuais e múltiplas. O cardápio assinado pelo Chef Dudu Camargo promete ser inesquecível. Interessados podem adquirir convites enviando um e-mail para sidma.kurtz@tjdft.jus.br ou pelo telefone (61) 9981 0123।

IV FEIRA DE FILOSOFIA - Conheça os Mitos da Humanidade

Evento anual em comemoração ao Dia Mundial da Filosofia

Dias 20, 21 e 22 de novembro (sexta a domingo), na Nova Acrópole Lago Norte CA (Centro de Atividades 09 lote 18, descendo ao lado do novo shopping Iguatemi) Entrada franca, com exceção da peça teatral "Vivendo o Mito", com várias sessões ao longo da Feira. PROGRAMAÇÃO

20 de novembro (Sexta-feira) * 19h - Abertura da Exposição "Conheça os Mitos da Humanidade" * 20h - Abertura oficial da Feira com o Diretor Nacional de Nova Acrópole * 21h - Primeira sessão da peça teatral "Vivendo o Mito" - Ingresso R$30,00 (meia-entrada para estudantes, alunos de Nova Acrópole, doadores de objetos para brechó beneficente e associados da ABRH-DF) 21 de Novembro (Sábado) 10h30 - Demonstração de artes marciais, no Dojo do Instituto Bodhidharma, na Sede Nacional 14h às 23h - Exposição "Conheça os Mitos da Humanidade" 14h - Segunda sessão da peça teatral "Vivendo o Mito" - Ingresso R$30,00 (meia-entrada para estudantes, alunos de Nova Acrópole e doadores de objetos para brechó beneficente) 14h - Palestra "Mito de Gilgamesh", com a profª Denise Montandon 16h - Palestra "Mito do Ramayana", com o prof. Cornélio Almeida 17h30 - Terceira sessão da peça teatral "Vivendo o Mito" - Ingresso R$30,00 (meia-entrada para estudantes, alunos de Nova Acrópole e doadores de objetos para brechó beneficente) 19h - Palestra Magna "O Herói Cotidiano", com o Diretor Nacional de Nova Acrópole, prof. Luis Carlos Marques 21h - Quarta sessão da peça teatral "Vivendo o Mito" - Ingresso R$30,00 (meia-entrada para estudantes, alunos de Nova Acrópole e doadores de objetos para brechó beneficente) 22 de Novembro (Domingo) 10h30 - Demonstração de artes marciais, no Dojo do Instituto Bodhidharma, na Sede Nacional 14h às 21h - Exposição "Conheça os Mitos da Humanidade" 14h - Palestra "Mito do Rei Arthur", com o prof. Norton Carneiro 15h - Quinta sessão da peça teatral "Vivendo o Mito" - Ingresso R$30,00 (meia-entrada para estudantes, alunos de NovaAcrópole e doadores de objetos para brechó beneficente) 16h - Palestra "Mito de Teseu e o Minotauro", com o prof. Paulo Aguiar. 18h - Palestra "Ísis, Osíris e Hórus", com o prof. José Henrique Fonseca 19h - Sexta e última sessão da peça teatral "Vivendo o Mito" - Ingresso R$30,00 (meia-entrada para estudantes, alunos de Nova Acrópole e doadores de objetos para brechó beneficente) 21h - Encerramento
NÃO DEIXE DE VIR, CONHECER OS MITOS QUE INSPIRARAM A HUMANIDADE E ENCONTRAR RESPOSTAS PARA SUA PRÓPRIA VIDA!
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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Encontro Vivencial e Curso para Tratamento do Estresse Pós-traumático

F A C I L I T A D O R David Berceli, PhD é Especialista e Consultor Internacional em Trauma, Gerenciamento do Estresse e Resolução de Conflitos. Nos últimos 22 anos, viveu e trabalhou em diversos países – Palestina, Israel, Sudão, Quênia, Iêmen, Líbano e outros – realizando workshops e desenvolvendo programas para o tratamento do trauma em larga escala. É criador da metodologia Trauma Releasing Exercises - T R E e Fundador da Trauma Recovery Assessment and Prevention Services – TRAPS, instituição voltada para o desenvolvimento de programas para Organizações Internacionais de Assistência na África, Ásia, Oriente Médio e América. Mais informações: www.traumaprevention.com M E T O D O L O G I A A metodologia está fundamentada nos mecanismos naturais de regulação do organismo humano. O método será ensinado através de reflexões teóricas, técnicas e vivências. Os principais temas abordados serão: Os conceitos de Estresse e Trauma; Instinto animal e resposta humana; O Distúrbio de Estresse Pós Traumático; Perspectivas anatômica, neurológica, biológica, psicológica e espiritual da reação traumática. O B J E T I V O S - Auxiliar pessoas na superação dos medos e bloqueios ocasionados por situações traumáticas, através de exercícios que visam dissolver as tensões profundas no organismo. - Induzir os tremores profundos do organismo (tremores neurogênicos), a fim de descarregar a energia excessiva, gerada quando do acontecimento traumático. - Capacitar profissionais de saúde para auxiliar pessoas portadoras de estresse pós-traumático (nível II) NÍVEL I ENCONTRO VIVENCIAL em T R E Método corporal complementar ao tratamento do Estresse Pós-Traumático. Dias 11 a 13 de dezembro Dirigido ao público em geral. NÍVEL II CURSO DE FORMAÇÃO em T R E Método corporal complementar ao tratamento do Estresse Pós-Traumático. Dias 11 a 15 de dezembro - Dirigido aos profissionais da área de saúde e áreas afins. OBS: A certificação requer ainda o cumprimento de horas de prática pessoal e supervisão. Mais informações: 61 8138 1730 (Valéria) / Vibrare - 61 3364 3550 / MISMEC-DF - 61 3347 8563

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Programação Cultural - Palestras, Cursos, Workshops

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Indicação de Livro: “Paixão de Perpétua – Uma Interpretação Psicológica de suas Visões”

RESENHA O livro “Paixão de Perpétua – uma interpretação psicológica de suas visões”, foi escrito por Marie-Louise von Franz originariamente em alemão, tendo sido publicado no periódico Spring, em inglês, na década de 40. Foi escrito para fazer parte do volume “Aion” das obras reunidas de Carl Gustav Jung. A tradução para o português teve o patrocínio da Fundação von Franz que, junto a Emmanuel Kennedy, detém os direitos autorais de toda obra de Marie-Louise von Franz. A tradução e edição brasileira foi feita voluntariamente por nós, com custo bastante reduzido para tornar a obra o mais amplamente disponível para o leitor da língua portuguesa. Tal edição tem cerca de 100 páginas, com ilustrações variadas, sendo algumas de grande valor histórico, já que datam do ano de 1605. Neste livro, von Franz aborda os sonhos/visões de Sta. Perpétua (sec. III d.C), que sofreu morte martírica por ter abraçado o novo credo religioso - Cristianismo - que crescia e se espalhava pelo mundo pagão Romano. Von Franz se utiliza de tais sonhos/visões para tentar compreender não apenas o drama interno de Perpétua, mas aquele em que se vivia na coletividade em transição. O leitor desta obra terá a oportunidade de compreender a metodologia utilizada na prática Junguiana para interpretação de imagens, bem como se desenvolve o processo de amplificação da temática que circunda tais imagens. A AUTORA Marie-Louise von Franz emigrou da Áustria para Suíça com sua família em 1918. Em 1933, com a idade de 18 anos, assistiu a uma conferência proferida pelo Professor C.G. Jung que àquela época era um homem já maduro com seus 58 anos de idade. Em sua palestra, Jung se referira a uma mulher tratada por ele que “morava na lua”. A jovem Marie-Louise, timidamente, perguntou-lhe se ele queria dizer que, na verdade, era “como se ela” vivesse na lua. Jung respondeu-lhe, “Não, não era ‘como se’; ela verdadeiramente vivia na lua.” Esta foi a introdução de von Franz à realidade do inconsciente. Já no próximo ano ela começou a trabalhar com Jung, primeiro como analisanda e então como assistente na tradução de textos alquímicos arcanos, o que ela assim o fez até a morte de Jung em 1961. Em 1938 ela obteve a cidadania suíça. Em 1940 completou seu doutoramento em línguas clássicas pela Universidade de Zurique. Em 1948 ela foi cofundadora, junto a Jung, do Instituto C. G. Jung de Zurique. Desde esta época, ela ministrou inúmeros cursos e se tornou reconhecida internacionalmente como decana dos analistas junguianos, e celebrizada por seus trabalhos sobre sincronicidade, sonhos, alquimia e contos de fada. Informação de como obtê-lo: Para adquirir o livro "Paixão de Perpétua - um interpretação psicológica de suas visões" - você pode fazer um depósito de 20 reais mais 5 reais de frete no Banco Itaú Ag: 3167 Conta Poupança: 13933-0 (caso vc faça o depósito via banco Itaú, o número da conta fica assim: 13933-0-500). Mande também seu endereço completo. Inácio Cunha, PhD Belo Horizonte, MG Brasil inacio@almg.gov.br

sábado, 14 de novembro de 2009

Brasília Fashion Festival Verão 2010

Por Liana Gualberto

Paranoarte: uma rede solidária que envolve grupos de artesanato espalhados pelo Distrito Federal.

Na edição verão 2010 do Brasília Fashion Festival, o grupo Paranoarte traz o trabalho delicado das artesãs do Lago Azul.

Com o tema definido pelo estilista mineiro Ronaldo Fraga, as flores do cerrado, vegetação típica da região, são traduzidas em peças feitas exclusivamente em crochê. Na passarela, saias, blusas e vestidos soltos ao corpo são tramados com amarrações e babados. A cartela de cores atende a leveza que pede o verão. Muito nude, branco, laranja, lilás e azul.

Publicado no site Estilo Samira Campos

http://www.estilosamiracampos.com.br/?area=desfiles&s_desfile=Bras%C3%ADlia%20Fashion%20Festival&s_estacao=Ver%C3%A3o%202010&s_estilista=Paranoarte&#

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Senai-DF capacita 60 costureiras e artesãs

Jornalista Elton Pacheco Foto: Daniella Bizerra/BG Press Mulheres humildes, de trejeitos simples, vivenciaram momentos de extrema emoção na tarde de 9 de novembro, no Senai Taguatinga. Entre elas, Dona Doralice Rodrigues, que escolheu a dedos o modelo que vestiu durante a ocasião. Afinal, o momento exigia. É que, pela primeira vez, em seus 43 anos de vida, D. Doralice entrou em uma escola não para buscar seus filhos, mas para obter um diploma de curso de qualificação profissional do Senai-DF. Para tanto, a trajetória começou há quatro meses, quando a simples costureira – ainda sem nenhum tipo de capacitação, se não a da própria vida – foi selecionada para participar do curso de Corte e Costura Industrial, oferecido pela entidade, em convênio com a Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e pelo Movimento Integrado de Saúde Comunitária do DF. De lá pra cá, a costureira, que trabalha há oito anos no ofício, vivenciou o ambiente estudantil, fez amizades e agora é só alegria. “Com um diploma do Senai em mãos, agora posso alçar voos maiores”, antecipa-se. Assim como Doralice, outras 59 mulheres fizeram parte da capacitação. As aulas foram ministradas por professores do Senai-DF, na unidade em Taguatinga, e no Instituto Cultural, Educacional e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência do Brasil (ICEP), que cedeu o local no SIA e as máquinas de costura. O evento contou um desfile de roupas e artesanatos produzidos pelas alunas. Com o término das quatro turmas, a unidade se prepara para a oferta de mais uma turma neste ano, ainda como parte integrante do convênio. A iniciativa é da ONG Paranoarte que, desde 2006, oferece uma série de trabalhos de capacitação para artesãs, costureiras e população no geral. Segundo o presidente da ONG, Valdir Souto, a ideia de capacitar artesãs em cursos de corte e costura começou há dois anos. “Só o artesanato não é suficiente para vender. Era preciso mais. Por isso, verificamos que muito de nossas peças necessitavam diretamente da costura. Procuramos, então, parceria com o melhor curso de costura da cidade, que neste caso é o Senai”, diz. Com a captação de recursos oriundos de fundos e com o apoio do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e do atual secretário de inclusão social do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Joe Valle, presentes no evento, o objetivo tornou-se realidade. Na ocasião, Rollemberg elogiou o trabalho da Paranoarte e lembrou da importância da capacitação profissional. Terminada essa etapa, as ações da ONG continuarão a privilegiar a capacitação, além de oficinas para grupos específicos e terapia comunitária. Animada com a conclusão do curso, a dona de casa Catarina Zancanaro enfrentou o trânsito diário do Guará, onde mora, para o Senai Taguatinga, durante os quatro meses de vigência das aulas। Costureira amadora há mais de 30 anos, ela agora se vê diante do conhecimento. “Pra mim, foi mais que um aperfeiçoamento. Coisas que eu demorava horas fazendo, com as novas técnicas que aprendi consigo produzir em menos tempo, o que aumenta a minha produtividade”, diz Catarina. Para ela, a maior conquista, no entanto, é o olhar crítico. “Agora posso olhar uma revista de moda, por exemplo, e interpretar com outros olhos”, contou, feliz da vida. Publicado no site do Sistema Federação das Indústrias do DF 61 3362-3883 / 8431-0335 http://www.sistemafibra.org.br/senai/index.php?option=com_content&view=article&id=129:senai-df-capacita-60-mulheres-da-ong-paranoarte&catid=39:do-dia

sábado, 7 de novembro de 2009

BFF - A chancela do artesanato fashion

Quatro anos e seis edições do Brasília Fashion Festival. Tal como uma formiguinha, Paula Santana trabalhou muito para costurar com linhas fortes o sonho de mostrar ao país a força e a identidade do artesanato do Centro-Oeste na moda. “Somos como a capital federal. Estamos amadurecendo e consolidando um trabalho de desmistificar o artesanato como algo apenas folclórico e regional. Hoje, no DF, contabiliza-se cerca de 6 mil artesãs cadastradas. Muitas cooperativas produzem trabalhos ricos, que são exportados para outros estados”, conta. Com o incentivo e a visibilidade das criações apresentadas nos desfiles, as artesãs conseguiram, ano passado, a Carteira do Artesão, concedida pela Secretaria do Trabalho do DF. “Não são mais informais, trabalham dentro da legalidade”, frisa Paula, que tem no currículo também o pioneirismo de pilotar uma semana de moda na capital federal. A jornalista goiana receberá, inclusive, o título de Cidadã Honorária de Brasília. Nesta edição do BFF, que terminou ontem, a moda candanga conseguiu mais um feito: foi criada a Rota do Artesanato. “Estas artesãs que tiveram a oportunidade de mostrar suas criações de vanguarda vão rodar diversos pontos do plano piloto, proporcionando aos brasilienses a oportunidade de conferir in loco as roupas e comprá-las, é claro”, diz Paula. Publicado no site: JB Online - JBlog Heloisa Tolipan http://www.jblog.com.br/heloisatolipan.php?catid=280&blogid=107

Menos tendência, mais criação

Metódico e educadíssimo, Walter Rodrigues desembarcou um dia antes do seu desfile (realizado no domingo) para dar um workshop, no BFF, sobre decodificação e processo criativo. “Chega de se falar em tendência, tendência, tendência. Moda já é tendência. O estilista tem de fazer o que ele acredita. É o que estou fazendo ultimamente. Meu trabalho tem sido cada vez mais autoral, me alimento de inspiração”, contou o estilista. Minutos antes de receber o público, Walter enviou flores para a primeira-dama, Marisa Letícia da Silva – o estilista assinou os dois vestidos usados por ela nas posses de Lula –, com o seguinte bilhete: “Serei seu vizinho por dois dias”. No pós-palestra, ele visitou o lounge das artesãs e ficou encantado com o trabalho diferenciado da Tissume Tecelagem de Pirenópolis, com tramas inusitadas que fizeram a cabeça também do badalado arquiteto paulistano Marcelo Rosenbaum e já chegaram às ricaças de Nova York. Conclusão: corroborando o que a gente falou na nota anterior sobre a riqueza do artesanato do Planalto Central, Walter Rodrigues pré-agendou uma conversa com as tecelãs enquanto estiver criando a coleção para o Inverno. Publicado no site: JB Online - JBlog Heloisa Tolipan http://www.jblog.com.br/heloisatolipan.php?catid=280&blogid=107

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Arte com identidade

Arte com identidade

O Distrito Federal começa a ganhar um artesanato com cara própria e a regionalizar sua produção

Flávia Duarte

Para a antropologia, o artesanato é símbolo de uma comunidade. Por meio dos objetos criados por um grupo, constrói-se uma identidade capaz de distingui-lo dos demais. Assim, o trabalho do artesão vira uma referência capaz de remeter imediatamente ao lugar onde foi criada aquela peça, seja pela matéria-prima típica ou pelas técnicas usadas na região. Quem compra o artesanato leva para casa a história de uma comunidade. Será, então, que uma cidade jovem como Brasília já tem sua tradição bordada, esculpida, costurada, cuidadosamente elaborada de forma manual? Sim, garantem os estudiosos do assunto. “O artesanato brasiliense é resultado de correntes migratórias que vieram para a cidade, no início da capital. Essas pessoas trocaram informações e o que surgiu foi um artesanato local, com forte perfil urbano, mais moderno e contemporâneo, assim como é Brasília”, define a gestora de artesanato do Sebrae-DF, Rogéria Santa Cruz. Na cidade de terra vermelha, o buriti, a mamona, a folha moeda, tão características do cerrado, são as principais matérias-primas. Os bordados são inspirados na fauna e flora da região, os quadros e painéis resgatam paisagens que só são vistas por aqui. Além de se inspirar no ambiente em que vivem, os artistas brasilienses, cerca de 14 mil, compartilham as experiências. Um aprende com o outro. Formam-se verdadeiras comunidades artesãs, que ocupam lugar no mapa do DF. Em Planaltina, os artesãos fazem uso das flores e fibras naturais para criar quadros, arranjos, cestos. Só de ver o esqueleto da folha moeda enfeitando uma peça, é possível reconhecer que ele só pode ter vindo das redondezas da capital. Brazlândia reúne os grandes conhecedores da arte de moldar os talos do buriti, transformados em tótens, santos, animais. Já Taguatinga é notória pelos bordados. As bordadeiras de lá ficaram famosas por desenhar com linhas as formas secas e tortuosas da vegetação local. E Samambaia começa a se destacar pelo uso das flores. “É importante que as peças artesanais tenham essa identidade. Você bate o olho e já sabe que foi fulano de tal quem fez”, comenta Rogéria. Reunião de talentos O mapa do artesanato do DF também está reunido num espaço generoso com o talento local. Numa volta pela loja Cerrado em Alta, é possível identificar os bonecos coloridos em forma de tótens criados por dona Teresa e Maria Esmelinda, os buquês de pequeninas flores do cerrado de Conceição, as peças em madeira de Fátima Bueno. Estão lá também os grafismos de Rose Michelson, hoje a única dona da loja. Ela fez parte do grupo de 13 artesãs que, há cinco anos, foi convidado para expor em um shopping da cidade. Em princípio, o projeto duraria 30 dias. Com tamanho sucesso, o temporário virou permanente. Sete dos expositores acabaram montando uma loja fixa no local. A Cerrado em Alta mostra o trabalho de 34 artesãos. Os produtos são cuidadosamente selecionados. “Avaliamos se ele representa a cultura nacional ou do cerrado, se tem um bom acabamento, preço justo e se o artesão é comprometido com a produção”, explica Rose. Para ela, isso põe o artesanato em evidência no mercado. O preconceito, muitas vezes, existe porque as pessoas ainda creem que o produto feito manualmente é mal acabado, com design ultrapassado. Pura falta de conhecimento. Os artesãos se preocupam em agregar história, criatividade e qualidade às suas criações. “Outra característica do artesanato de hoje é o consumo consciente da matéria-prima, o cuidado com o meio ambiente e a responsabilidade social”, acrescenta Rose. Os consumidores reconhecem. O boca a boca chega ao ouvido de pessoas que sabem apreciar a história de cada peça e reconhecem a importância cultural da produção, especialmente os estrangeiros. Muitos querem saber sobre a vida do criador. Escutam causos sobre quem aprendeu a arte sozinho, com os pais, os avós e hoje ensinam aos filhos e aos netos. Rose faz questão de falar um pouquinho da história que vem junto com cada uma daquelas assinaturas — inclusive da sua. Ela era funcionária de empresa privada, “uma burocrata”, como define. Doze anos atrás, foi morar na Bahia e assumiu a tarefa de pintar as paredes de casa. De repente, se viu pintando os móveis, as cortinas, os tecidos do sofá. De volta a Brasília, em 1996, chegou à conclusão que não queria mais a rotina entre papéis. Descobriu ainda que sabia desenhar. E o melhor: que as pessoas gostavam muito de seu trabalho. Durante oito anos, vendeu nas feiras da cidade as mandalas e tecidos que criava. Uma série de grafismos inspirada na arte primitiva, africana e aborígene da Austrália. Os animais que fizeram parte da sua infância na fazenda e os que vivem no cerrado volta e meia aparecem em sua obra. Entre retalhos As cores vibrantes atraem o olhar. Os retalhos são cuidadosamente escolhidos e combinados. Formam grandes tecidos, coloridos, criativos. Depois viram saias, vestidos e blusas. A proposta da empresária e estilista Elda Albuquerque é levar o artesanato que enfeita a casa para o armário. “Estamos acostumados a ver o patchwork em peças de decoração, mas não nas roupas. Queria buscar uma moda diferenciada, não só pelo produto, mas pela história daquilo que a pessoa está vestindo”, explica. E assim foi feito. Pensando também em uma produção ecologicamente correta, a marca Via Flora aproveita os retalhos de tecidos para criar roupas novas e ousadas. Elda desenha as peças e as cooperadas da Estika e Puxa, de Samambaia, com ajuda das as irmãs da Mari Macedo, do Guará II, cortam e costuram cada uma das tirinhas. “A gente ainda está testando a melhor maneira de unir os retalhos para que o resultado fique arrojado. O que faz o trabalho ficar bonito é a criatividade”, acredita Edilza Barros, uma das costureiras. A produção, iniciada há poucos meses, começa a atrair os olhares do público brasiliense. Também foi entre os retalhos que aflorou a criatividade das irmãs Mônica Teixeira e Jac Bara. A primeira é professora de artes, a outra é fotógrafa. Ambas têm o olhar treinado para o belo, a estética e as formas, que somam à experiência pessoal. As duas artesãs cresceram em uma casa de 10 filhos. Ali, costurar as roupas de cama e fazer almofadas era questão de economia. “Nós sempre tivemos muita intimidade com a máquina de costura. Crescemos com esse movimento”, justifica Mônica. Há oito meses, a dupla decidiu investir na tradição familiar e criar o Ateliê Pano Feito. A ideia é oferecer produtos diferentes dos industrializados, únicos e com muita qualidade. Fazem lençóis de tecidos nobres, colchas de retalhos para adolescentes com panos garimpados, importados; almofadas para bebês com bordados exclusivos e acabamento sem fechos e botões para garantir o conforto da criança. Sem falar nos jogos americanos, nas bolsas etc. “O mais legal é brincar com a combinação dos tecidos”, garante Mônica. Reconhecimento externo Os artesãos do DF ganham outros mercados e brilham fora daqui. Até amanhã, uma representante da cidade, a artista Maria de Lourdes Amado, estará no Festival Pan-Africano na Argélia, do qual participam 48 países. É a segunda vez que ela leva o Distrito Federal e o Brasil para o exterior. Ano passado, recebeu o mesmo convite do Itamaraty. Naquela ocasião, foi exposto na Índia. O trabalho de Maria de Lourdes é feito com fibras naturais e pedras. Um dos destaques é o famoso capim dourado, que a artesã transforma em objetos de decoração. Também de Brasília são as duas artesãs que levaram o terceiro lugar da categoria iniciante, no 2º Concurso de Patchwork, que ocorreu mês passado, em São Paulo. Célia Regina Custódio e Cristina Maria Bogossiam foram as representantes da cidade que ganharam o evento em homenagem aos 50 anos da Bossa Nova. Saiba mais Atualmente, o fazer manual está valorizado. É uma contrapartida à massificação e uniformização de produtos globalizados, pois promove o resgate cultural e a identidade regional. Mas nem tudo é artesanato. Entenda as diferenças: Arte popular É conjunto de atividades poéticas, musicais, plásticas e expressivas que configuram o modo de ser e de viver do povo de um lugar. Trata-se da produção de peças únicas, fruto da criação individual. Artesanato É atividade produtiva que resulta em objetos e artefatos acabados, feitos manualmente ou com o uso de meios tradicionais ou rudimentares, com habilidade, destreza, qualidade e criatividade. São produzidas pequenas séries, com regularidade, de produtos semelhantes, porém diferenciados entre si. Nesse tipo de trabalho, há um compromisso com o mercado, já que o artesão depende financeiramente da produção. Trabalhos manuais Exigem destreza e habilidade, porém usam moldes e padrões pré-definidos, resultando em produtos com estética menos elaborada. Na maioria das vezes, é uma ocupação secundária ou um passatempo. Cada vez mais profissionais Para que o artesanato se adapte às exigências do mercado é necessário se profissionalizar: oferecer um produto com acabamento de qualidade, design moderno e condições de produção para atender a demanda. Em Brasília, o estilista mineiro Ronaldo Fraga já participou diversas vezes de oficinas em cooperativas para associar seus conhecimentos de moda com a criatividade desses artistas. Um dos grupos que recebeu a consultoria de Ronaldo foi a Paranoarte — Rede Solidária de Artesanato e Cultura Popular, que reúne, desde 2002, mais de 200 mulheres do Paranoá. O maior diferencial do grupo é o trabalho de reaproveitamento de banners publicitários em bolsas e acessórios. Em 2006, quando desfilaram no Brasília Fashion Festival, um evento de moda da cidade, a Paranoarte recebeu consultoria do estilista. Ele mostrou às artesãs que era possível usar a técnica já desenvolvida por elas e mesclar outros tipos de artesanato para criar roupas diferentes. Surgiram, assim, saias, vestidos de banner com crochê e com tecelagem. “É muito importante esse tipo de orientação que aproveita a vocação das artesãs e agrega o conhecimento e a inovação do estilista, no caso o Ronaldo”, acredita Aída Rodrigues, fundadora da Paranoarte. Tradição preservada A necessidade de nortear o trabalho dos artesãos, aliás, foi uma das razões que levou o Sebrae-DF a criar, em 1994, um setor responsável por incentivar e orientar a produção artesanal. Desde então, designers de moda e decoração são convidados a adaptar as peças artesanais sem descaracterizar o trabalho do artista. Para isso, o Sebrae define algumas diretrizes: Usar cores pertencentes à paisagem do artista, suas imagens prediletas, sua fauna e flora. Retratar os tipos humanos e seus costumes mais singulares Usar as matérias-primas disponíveis na região e técnicas que foram passadas de geração em geração. O surgimento de novos produtos deve ser resultante de um processo espontâneo de criação de artistas populares. É preciso intervir sem descaracterizar, valorizando e reforçando as tradições regionais, a habilidade dos artesãos e as relações existentes no interior dos grupos trabalhados. Sonho realizado Para tornar seu trabalho conhecido, Marisa de Goes participa de feiras. Já foi a muitas. Quase todo fim de semana tem uma ou mais na cidade. E, aos 57 anos, Marisa realizou o sonho de viver do artesanato. Adora criar desde meninas, quando fazia roupinhas para as bonecas. “Sempre costurei para mim. Nunca gostei de ter nada igual ao de outra pessoa.” Na juventude, pensou em fazer artes plásticas, mas o pai temia que a escolha não desse retorno financeiro. Ela decidiu, então, ser agrônoma. Encontrou na profissão uma nova paixão, mas nunca deixou o artesanato de lado. Há quatro anos, aposentou-se. Era hora de assumir a vocação. Começou a fazer colares, cintos, pulseiras de tecido para vender. Só lamenta o fato de que o artesanato ainda não tem o valor que merece. “Aqui no Brasil, sempre esteve muita associado só aos hippies ou a peças sem qualidade. Muitas pessoas acham bonito, mas pensam que é caro e acabam não levando”, acredita Marisa, que se esforça para cobrar o mínimo possível por suas peças. Mesmo assim, adora o que faz. Para ela, é uma terapia criar. E, para quem pensa que é fácil, avisa: “Dá um trabalho danado, combinar a cor certa, fazer o acabamento. As pessoas precisam encarar esse tipo de criação como arte mesmo”. Herança familiar Dona Teresa Etelvina da Luz, 85 anos, mãe de quatro filhos e avó de sete netos, vive numa casa simples em Brazlândia. Naquelas paredes humildes, não tem pendurado nenhum boneco de buriti (uma árvore do cerrado) feito por ela e que enfeitam casas no mundo inteiro. Nem os criados pelo marido Quincas, falecido em 1995. Foi com ele que Teresa aprendeu a esculpir os talos tão leves que mais parecem isopor. Não sobrou nenhum. “Vendi todos. Precisava do dinheiro”, explica. Quincas se tornou famoso em Brazlândia, em Brasília e bem longe daqui. Com canivete, fazia bonecos e tótens no buriti. “Ele nem via o tempo passar. Eu levava água, comida, remédio, porque ele nem se levantava”, conta. Quando morreu, dona Teresa se apoderou do canivete e passou a recriar o ofício do marido. Desenvolveu um estilo próprio. Só faz mulheres. Todas ganham um vestido colorido e boca vermelha. Com a idade avançada, ela não enxerga bem. E como consegue dar forma à madeira? “Ah, minha filha, vou no rumo.” Não sabe dizer por que gostam tanto do seu trabalho. Mas mostra, orgulhosa, o livro que mandaram de São Paulo, com sua foto e de suas bonecas. São muitos os clientes interessados। “Minha casa vive cheia de gente que vem aqui comprar as bonecas. Dia desses veio um da Holanda e levou um monte”, conta, enquanto esculpe os talos de buriti. “O telefone sempre toca, de gente de toda banda, de muito longe. Depositam o dinheiro e eu mando as peças”, garante. Tem épocas de muitas encomendas ou de carros que param lá e levam toda a produção de uma só vez. Na porta de casa, vende mais do que em exposição, por isso não vai mais às feiras. “Tinha vezes que eles mandavam um carro me buscar aqui e eu ia.” Com o dinheiro das bonecas, ela realiza seus sonhos. O próximo? “Comprar um armário para a cozinha. O meu está enferrujado e não realça mais.”

Publicado pela Agência SEBRAE:

http://www.agenciasebrae.com.br/noticia.kmf?noticia=8697182&canal=36&total=88390&indice=70

Desfile ParanoArte verão 2010

Publicado no site da Revista Manequim http://manequim.abril.com.br/blogs/blog-de-croche/category/moda/ Apenas peças elaboradas em crochê. Quem esperava looks simplificados se admirou com a complexidade das tramas, dos fios e do trabalho da rede solidária Paranoarte, feito por um grupo de artesãs talentosas do Lago Azul - região localizada no entorno do Distrito Federal - apresentado em desfile no BFF no sábado, 31 de outubro. Sob o tema “Brasília 40 graus” e com orientação do estilista Ronaldo Fraga, a cooperativa apresentou 15 criações em homenagem a Brasília. Na abertura do desfile, Lizzi Benites, a Piu-Piu do programa “Pânico na TV”, desfilou suas belas formas em um vestidinho romântico lilás. Os tons pastéis da coleção deram um ar leve e delicado aos looks, que variaram entre o rosa-chá, o azul bebê, o nude, o branco e o lilás. Os vestidos tinham cortes que valorizavam o decote e enchiam os looks de movimento, garantindo um clima resort, inspirando o verão. As flores do cerrado, universo da coleção, estavam presentes em cada detalhe dos crochês. Os modelos foram incrementados com acessórios como sapatos Via Uno. A Paranoarte também contou com apoio da marca Água da Ilha na confecção dos maiôs que compoem as peças. O desfile da marca veio ressaltar ainda mais a dedicação das artesãs da cidade. Com trabalho que impressiona pelos detalhes e crochês milimetricamente ‘desenhados’ pelas mãos de suas criadoras, a Paranoarte mostrou looks diferenciados e inovadores. O desfile contou com coordenação de Helenice Bastos e styling de Gabriela Rocha e Raoni Vieira. Para Aída Rodrigues, fundadora e coordenadora da Paranoarte, o desfile é a realização de um sonho para o grupo de artesãs que fretaram ônibus para conferir de perto suas criações na passarela. “É uma recompensa pelo trabalho feito. É maravilhoso vê-las brilhando, felizes e acreditando no potencial, no que fazem e no que podem fazer”, afirma.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

HUGO SIQUEIRA - DJ e produtor fala sobre trilhas criadas para 20 marcas no BFF

Publicado em 02.11.2009 no site Finíssimo:

http://finissimo.com.br/bff/verao2010/2009/11/02/dj-hugo-siqueira/

Texto: Maria Eugênia Caminha Fotos: Rafael Dourado/Finíssimo Responsável pelas principais trilhas do Brasília Fashion Festival (ao todo foram 20 ), o DJ Hugo Siqueira já está acostumado com a correria das semanas de moda brasilienses. Ele, que ano passado falou ao Finíssimo sobre o trabalho que desenvolveu com Bossa Nova para o evento, em 2009 trabalhou mais livremente। “Como as marcas não seguiram à risca o tema do evento, que é uma homenagem aos 50 anos de Brasília, teve de tudo. E o meu trabalho aqui começa muito antes do planejamento do evento, pois pesquiso sobre música todo santo dia e as baixo também”, explica. Funciona assim: ao saber que será responsável pela trilha de determinado desfile, o DJ senta com a equipe da marca e discute absolutamente tudo. Muitas vezes, por ter um acervo digital com 150 mil músicas dos mais variados estilos, o trabalho pesado de pesquisa e elaboração é poupado.

“Como sou organizado e separo tudo por estilos musicais em pastinhas, às vezes a proposta da marca casa com o que já tenho। Daí o trabalho é apenas recortar a música e dar o toque final”, diz. Dos desfiles do Brasília Fashion Festival, ele disse ter curtido bastante trabalhar a trilha sonora de Andrea Monteiro. “A trilha que mais gosto é sempre a que me permite ousar mais. Nesse caso, a trilha teve o rock ‘n’ roll do AC/DC e músicas do Michael Jackson cantadas por outras vozes masculinas”, lembra.

O desfile da Paranoarte, que como sugestão dos stylists Gabriela Rocha e Raoni Viera contou com músicas da banda Florence & The Machine, chamou a atenção do DJ. “Foi o único desfile que me tocou de verdade, enfim… Achei muito bacana!”

Se Hugo ficou insatisfeito com algum trabalho que desenvolveu nessa edição? “Só teria mudado a trilha da Maria do Barro, porque reparei que a trilha ficou muito lenta para o ritmo do desfile. Acho que o casamento entre música e passarela poderia ter sido melhor”, analisa.

Para dar conta de todo o seu trabalho no BFF e no site Function! (clique aqui), Hugo conta com a ajuda do DJ Stopme, que trabalha na edição do site, e do DJ Costa, que permanece nos desfiles acompanhando a parte técnica e é quem “aperta o play”.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mudando de assunto..... FEIRA DA LUA

TOP OF MIND Em agosto, a já tradicional Feira da Lua completou oito anos de funcionamento e, como presente, foi a marca mais lembrada em sua atividade, no Top of Mind. Nas três edições do mês de aniversário, além de roupas, acessórios e artesanato, a feira trouxe outro diferencial: ações de sustentabilidade e conscientização dos rumos do planeta. O evento contou com um espaço sustentável construído em parceria com a Reciclã – uma associação de artesãos do meio-ambiente, que promove a educação da comunidade através de oficinas de reciclagem. O espaço de convivência e descanso foi feito utilizando materiais sustentáveis. É nele que aconteceram as oficinas gratuitas promovidas por associações comunitárias como Assoartes, Lar dos Velhinhos e Projeto Conviver, que visam promover uma conscientização do público sobre práticas ecológicas. Ainda na temática sustentável, foram distribuídas ecobags, produzidas pela Paranoarte – rede solidária de artesanato e cultura popular. A lona usada na confecção das sacolas foi a mesma usada pela feira nestes oito anos de atividade, reforçando ainda mais o tema do evento. Publicado no Site: http://www.revistafoco.com.br/p2446.aspx

Brasília Fashion Festival

Publicado no site da Lilian Pacce: http://msn.lilianpacce.com.br/page/2/
O Blog LP já falou sobre o Ronaldo Fraga para Filhotes e Martha Medeiros, que desfilaram no Brasília Fashion Festival 2009. Mas teve muito mais coisa no evento de moda da capital federal, como cooperativas (Paranoarte, por exemplo, e um trabalho muito cuidadoso com o crochê), estilistas locais e alguns outros convidados – tipo Neon e Walter Rodrigues, que fizeram um repeteco de seus desfiles de primavera-verão 2009/10.

Sexta edição de evento de moda movimenta R$ 1,5 milhão em Brasília

Paulo Castro
Do G1, em Brasília
Brasília Fashion Festival tem como foco a inclusão social. ‘Brasília é o terceiro pólo consumidor de moda’, diz diretora artística

A sexta edição do Brasília Fashion Festival (BFF), evento de moda realizado entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro, é responsável pelo movimento de R$ 1,5 milhão na economia da capital do país.

Sala de desfiles da sexta edição do Brasília Fashion Festival. (Foto: Cristiano Sérgio / Fotoforum)

Uma realização da Secretaria de Trabalho do Distrito Federal, o evento oferece estrutura para o desenvolvimento de coleções e posicionamento de marcas, além de gerar oportunidades de negócios, para 600 artesãs. Com o tema ‘Para Você Brasília’, o BFF reúne moda, negócios, cultura, turismo e inclusão social para fazer uma homenagem à capital da República, que completará 50 anos em 2010. A sexta edição do evento envolve em sua realização 900 profissionais, sendo 300 deles com empregos diretos e outros 600 com indiretos, e conta com o apoio do Ministério do Turismo, da Federação das Indústrias (FIBRA) e do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Distrito Federal (Sindiveste/DF). De acordo com Paula Santana, diretora artística e idealizadora do festival, “Brasília é o terceiro pólo consumidor de moda do país”, e o BFF o evento que tem o maior projeto social ligado à moda da região centro-oeste. Sob a coordenação do estilista Ronaldo Fraga, seis cooperativas de artesãs do Distrito Federal têm a oportunidade de apresentar suas criações na mesma passarela que marcas nacionais e locais, em um total de 29 desfiles. Em uma parceria com a Secretaria de Educação do DF, o BFF conta com o auxílio de 20 alunos com deficiência, com idade entre 18 e 20 anos, em atividades de relacionamento com o público. Em entrevista ao G1, o secretário de Trabalho do DF, Israel Batista, disse que o evento assegura a participação de Brasília no circuito nacional de moda ao mesmo tempo em que funciona como uma importante alternativa de inclusão social para famílias de baixa renda. “Ele [BFF] mostra que a moda não faz parte do campo da futilidade, ela é um campo de geração de oportunidades de emprego”, afirmou. Segundo Paula Santana, a expectativa total de cinco mil visitantes deve ser superada até o final do evento: "garanto que, no primeiro dia, pelo menos 2,5 mil pessoas acompanharam os desfiles". Ela comemora a conquista e aponta os maiores beneficiados: “nossas artesãs estão conseguindo comercializar seus trabalhos que estão expostos e já vão poder voltar para casa com um dinheirinho no bolso”. O evento faz parte das comemorações oficiais do Governo do Distrito Federal para o cinqüentenário da capital e já apresentou, em edições anteriores, os temas ‘Athos Bulcão’, ‘Cultura Urbana’ e a ‘Bossa É Nossa’. Atividades paralelas O Brasília Fashion Festival reúne uma série de atividades paralelas. Entre um desfile e outro, sete pocket shows são apresentados em um palco montado no espaço central do evento. As marcas participantes dispõem de uma área de 184m² de showroom, para comercialização de suas peças. São 16 lounges espalhados pela área do evento e duas exposições fotográficas, que têm como tema principal a capital federal. Nomes conceituados no cenário nacional, como Walter Rodrigues e João Braga, são responsáveis por palestras.

Brasília Fashion Festival apresenta tendências em artesania

Érico Aires Publicado por http://moda.terra.com.br/interna/0,,OI4077736-EI1119,00-Brasilia+Fashion+Festival+apresenta+tendencias+em+artesania.html É bom conhecer suas limitações e saber valorizar suas próprias qualidades. Pensando nisso a organizadora do Brasília Fashion Festival, Paula Santana, encontrou no artesanato o caminho para entrar no calendário nacional dos eventos ligados a moda. "Pesquisei o que tínhamos de original, de genuíno, e me surpreendi com a força do artesanato no Distrito Federal." Paula tem razão. Se em todo o Brasil, o artesanato representa 2,5% de tudo o que produzimos, segundo dados da Secretaria do Trabalho do Governo do Distrito Federal, o setor da artesania no DF agrega 16 mil indivíduos na sua linha de produção. Fato mais relevante é que para fazer os fuxicos, as rendas, as bolas e todo tipo de acessório, essas mulheres normalmente sustentam famílias com no mínimo três indivíduos em média: "Noventa por cento dos produtores são mulheres de meia idade, avós, viúvas, donas de casa que encontraram nesse nicho uma forma de se sustentar ou de complementar o orçamento doméstico", disse Edna Kinoshita, diretora de inserção de produtos da Secretaria do Trabalho do DF. Sem se importar com os números por trás dos produtos, a psicóloga Carolina Eulálio Fernandes disse gostar mesmo é do visual das peças. "Somos brasileiras, temos a alma colorida, mas nossa moda é toda cinza, preto, branco e bege. Por isso uso acessório feitos por artesãs, para ter cor e vida." Foi o estilista Walter Rodrigues quem melhor sintetizou o poder do artesanato do DF. "É no artesanato que Brasília concretiza sua verdadeira vocação de agregar as diferentes expressões culturais brasileiras, aqui encontramos a cara de todos os brasileiros." A psicóloga Carolina Fernandes não se conteve e acabou convencendo as expositoras a vender-lhe algumas peças: "érolas, bijuterias clássicas, jóias, nós achamos em qualquer lugar, sempre vai ter nas lojas, do mundo inteiro. Mas essas peças daqui são únicas, muito diferentes e especiais, gostei e vou levar." Segundo Edna Kinoshita, os acessórios de moda são os que mais têm crescido em vendas. O maior destaque vai para os bordados coloridos e multifuncionais que podem ser usados como presilhas, pulseiras e gargantilhas. "s artesãs estão recebendo muitas encomendas desse tipo de produto para o verão. Acho que será uma temporada muito colorida." Como nem tudo são flores de pano bordadas, um dos grandes gargalos para o desenvolvimento do setor é justamente o escoamento da produção. O BFF, por meio da Secretaria do Trabalho, abriga 600 artesãs, oferecendo-lhes toda a estrutura de desenvolvimento de coleção, posicionamento de marca, e também oportunidades de negócios durante a temporada de moda. "O setor é embrionário, mas com os investimentos que estamos fazendo pretendemos colocá-lo como uma das principais fontes produtivas do DF. Uma indústria ecologicamente sustentável, que promove a inclusão social e principalmente que respeita e divulga a cultura brasileira", disse Edna Kinoshita.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Paranoarte

Publicado no site Jornal Alô Brasília

http://www.jornalalobrasilia.com.br/blogs/?IdBlog=3&IdPost=2125 O desfile da rede solidária Paranoarte mostrou apenas uma das facetas produzidas pelo grupo de artsãs. Ronaldo Fraga orientou o trabalho das artistas, que por sua vez não deixaram a desejar. Cores temas do verão como o nude, rosa, lilás e laranja apareceram nos looks. A coleção foi totalmente inspirada nas flores que o cerrado nos dá de presente। Nas peças e nos acessórios produzidos pela associação são versáteis e inteligentes. Cinturas marcadas por cintos em camisões, vestidos curtos com tramas abertas e em algumas peças fechadinhas, o que dá a possibilidade de uso de algumas peças de formas diferentes. Em determinados momentos as peças lembram vestidos de bonecas nordestinas. A marca contou com maiôs nudes da Água da Ilha (especializada em moda praia e fitness) para arrematar e dar o ar praiano que as peças pediam.

Paranoarte e Maria do Barro

Publicado no blog

http://www.jblog.com.br/heloisatolipan.php As cooperativas brasilienses mostraram um trabalho feito em crochê muito bonito। Vestidos, saídas de praia e casaquinhos pontuaram a coleção da Paranoarte com as cores rosa, verde, bege e laranja। Ponto para o stylist de Gabriela Rocha, em début perfeito. Ela soube mesclar as peças de crochê com roupas de banho de forma linda e surpreendente. Fundindo o crochê e tecelagem de tecidos, a Maria do Barro com as cores cru, preto, lavanda e laranja nos trouxe uma modelagem bem para o dia-a-dia e com aplicação de técnicas de artesanato para a roupa.

Paranoarte + Maria do Barro

Publicado no site Acho Chique http://achochique.wordpress.com/2009/10/31/paranoarte-maria-do-barro/ Dois desfiles de uma vez só. Foi assim com Paranoarte e Maria do Barro (tundun pish – bateria pra trocadilhos – hehe). Paranoarte tem um monte de crochê, de todas as cores, formas, saia, blusa, e até maiô! Mas o que a gente mais gostou do desfile foram os mega acessórios combinados com as roupas. Um monte de pulseirona e colarzão. Tudo parecendo meio de madeira, vontade de ser rica na praia djá!Aí teve a Maria do Bairro, que colocou na passarela um monte de look fofo, fresquinho, com uma cartela toda de tons pastéis que dá vontade de usar agora – porque aqui em Brasília sempre é está calor. Looks bom pra um passeio, pra trabalhar fora-do-escritório-formalzão e por aí vai. A gente amou as saias de cintura alta e a sapatilhas de cor forte combinadas com a roupa toda nude.

domingo, 1 de novembro de 2009

Desfile Paranoarte

Publicado no site Brasília Fashion Festival

http://www।brasiliafashionfestival.com.br/blog/paranoarte/ A cooperativa Paranoarte arrasou no BFF! Contou com a presença da Panicat Piu Piu, que arrancou suspiros da ala masculina quando entrou na passarela com um vestido curto roxo clarinho. Simpática, desfilou acenando para os convidados. Looks nas cores laranja, verde menta e nude. Os acessórios foram grandes, como maxi-colares e pulseiras, além de penas presas no cabelo das modelos. Ficou um charme!

Paranoarte mostra coleção rica que homenageia flores do cerrado

Publicado no site Finíssimo

http://finissimo.com.br/bff/verao2010/2009/10/31/desfile-paranoarte/#comment-9 Texto: Aline Sanromã Vídeo: Leandro Morais/Finíssimo

Apenas peças elaboradas em crochê. Quem esperava looks simplificados se admirou com a complexidade das tramas, dos fios e do trabalho da rede solidária Paranoarte, feito por um grupo de artesãs talentosas do Lago Azul - região localizada no entorno do Distrito Federal - apresentado em desfile no BFF no sábado, 31.

Sob o tema “Brasília 40 graus” e com orientação do estilista Ronaldo Fraga, a cooperativa apresentou 15 criações em homenagem a Brasília. Na abertura do desfile, Lizzi Benites, a Piu-Piu do programa “Pânico na TV”, desfilou suas belas formas em um vestidinho romântico lilás.

Os tons pastéis da coleção deram um ar leve e delicado aos looks, que variaram entre o rosa-chá, o azul bebê, o nude, o branco e o lilás. Os vestidos tinham cortes que valorizavam o decote e enchiam os looks de movimento, garantindo um clima resort, inspirando o verão.

As flores do cerrado, universo da coleção, estavam presentes em cada detalhe dos crochês. Os modelos foram incrementados com acessórios como sapatos Via Uno. A Paranoarte também contou com apoio da marca Água da Ilha na confecção dos maiôs que compoem as peças.

O desfile da marca veio ressaltar ainda mais a dedicação das artesãs da cidade. Com trabalho que impressiona pelos detalhes e crochês milimetricamente ‘desenhados’ pelas mãos de suas criadoras, a Paranoarte mostrou looks diferenciados e inovadores.

O desfile contou com coordenação de Helenice Bastos e styling de Gabriela Rocha e Raoni Vieira. Para Aída Rodrigues, fundadora e coordenadora da Paranoarte, o desfile é a realização de um sonho para o grupo de artesãs que fretaram ônibus para conferir de perto suas criações na passarela. “É uma recompensa pelo trabalho feito. É maravilhoso vê-las brilhando, felizes e acreditando no potencial, no que fazem e no que podem fazer”, afirma.

O crochê da Paranoarte

Por Gabriela Rocha Publicado no site Só Tesoura Resolve http://atesoura.wordpress.com/ O primeiro dia de BFF trouxe um orgulho enorme: o desfile da Paranoarte. Há pouco mais de duas semanas, a cooperativa me chamou para assinar o styling da coleção de verão. Para dar conta de tudo, chamei o talentoso Raoni Viera, para dividir a posição de stylist comigo e queridíssimo Leo Bastos, para coordenar tudo no backstage. O resultado na passarela foi lindo. Outra coisa que não posso esquecer é de agradecer os parceiros que fizeram isso possível. A Água da Ilha, que fabricou os maiôs e a Via Uno, que liberou os belíssimos sapatos do desfile. A coleção está a cara do verão, com casaquetos, vestidinhos e saias de crochê. Ideal para um dia de sol na beira da piscina ou na praia. Logo antes do desfile, o fotógrafo oficial da Tesoura, João P. Teles, clicou todos os looks e arrasou no registro!

Cooperativas de artesanato desfilam com curadoria de Ronaldo Fraga

Croquis da Paranoarte feitos em parceira com o estilista Ronaldo Fraga

Na 6ª edição do Brasília Fashion Festival o artesanato será representado por seis cooperativas, sendo que uma virá de Fortaleza para participar do evento। O brasiliense Fabrício Vianna está assinando o styling de todos os desfiles e acompanha todos os trabalhos pessoalmente. Todas as cooperativas, exceto a Maria do Bairro (última a integrar o line-up), contam com a supervisão do estilista mineiro Ronaldo Fraga.

Em recente entrevista ao Finíssimo, o estilista, apaixonado por artesanato, disse que o brasileiro muitas vezes não reconhece o real valor dessa manifestação cultural. “O público tem que adquirir uma cultura para enxergar valor nisso, no tempo que o trabalho demora para ser produzido e, mais do que qualquer coisa, a herança que veio de famílias para se chegar às novas gerações do artesanato”.

O Finíssimo adianta para os que reconhecem o valor do artesanato o que será exibido na passarela do Brasília Fashion Festival a partir do dia 31 de outubro.

: : Paranoarte

Sob coordenação de Helenice Bastos, as artesãs da ONG entraram de cabeça no clima do BFF. As 15 peças que serão desfiladas, assim como diz o tema do evento, “oferecem” uma flor para a capital federal. “A coleção se chama ‘Brasília 40 graus’ e se baseou nessa homenagem aos quase 50 anos da cidade”, diz Helenice.

O desfile, 100% crochê, transmitirá um clima praiano. “Será tudo leve, tranquilo e em tons pastéis: nude, rosa bebê, azul bebê, pó de arroz, branco e lilás”, adianta. As artesãs, que vêm de diferentes cidades satélites e do entorno como Paranoá, Santa Maria, Lago Azul, Itapoã e Recanto das Emas, deram toda a atenção aos detalhes: as tramas dos crochês, de acordo com o tema do evento, trarão flores. “Essa foi uma orientação dada pessoalmente pelo estilista mineiro Ronaldo Fraga, que quis chamar a atenção para as flores do cerrado”, diz a stylist e jornalista Gabriela Rocha.

Apesar de serem confeccionadas em crochê, Helenice garante que as peças subirão à passarela com uma modelagem soltinha e cheia de movimento. Os vestidos chegarão com tudo no desfile combinados a acessórios da Via Uno (calçados) e da Águadailha (maiôs). Criação: Equipe Paranoarte e Ronaldo Fraga Styling: Gabriela Rocha e Raoni Viera Coordenação: Léo Bastos Cenografia: Plads Móveis Beleza: Salões Isaac Ribeiro e Ricardo Maia Trilha: Equipe Paranoarte (”Terá aquela música do DJ David Guetta com a cantora Kelly Rowland, ‘When Love Takes Over’”)

Publicado no site Finíssimo

http://finissimo.com.br/bff/verao2010/2009/10/31/previa-artesanias/

Texto: Maria Eugênia Caminha