quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Ronaldo Fraga dá rasante em Brasília
sábado, 8 de novembro de 2008
Orientada por Ronaldo Fraga, Paranoarte prepara coleção sustentável para o Brasília Fashion Festival
Daniela Aguiar e Helenice Bastos
Há cinco anos a ONG Paranoarte trabalha em prol de mulheres carentes do Paranoá e de outras regiões administrativas do DF. O grupo de artesãs iniciou o trabalho durante encontros de terapia comunitária. Com o apoio de Aida Souza, coordenadora geral da ONG, as mulheres se organizaram e desde primeira edição do BFF, em 2006, apresentam suas coleções.
Mesmo com tanta experiência no evento o grupo ainda não tem um bom retorno comercial da produção. “Temos quer ser realistas, as vendas não são boas. Fazemos alguns contatos, mas acabamos vendendo o varejinho mesmo, uma peça ou outra para os conhecidos. A visibilidade durante o evento é muito boa, mas nós ainda não conseguimos comercializar depois”, conta Helenice Bastos, uma das coordenadoras da Paranoarte, que tem a expectativa de que a partir desta temporada os negócios sejam mais prósperos.
Atualmente a Paranoarte não tem nenhum ponto de venda na cidade. “Sabemos que em apenas quatro anos é muito difícil firmar uma marca no mercado. Mas, é complicado brigar com a cultura brasiliense. As pessoas não têm o hábito de valorizar e consumir os produtos produzidos aqui”, completa Helenice.
O grupo ainda detecta uma imaturidade no foco de moda da ONG. Daniela Aguiar, que coordena os grupos de artesãs diz que a Paranoarte luta para criar uma identidade. “Hoje, levamos à passarela uma coleção que mostra o trabalho de capacitação artesanal que fazemos o ano inteiro. Não temos a pretensão de lançar tendências e conceitos.”
: : Verão 2009
Mesmo com as dificuldades a Paranoarte luta e tenta inovar com a utilização de materiais sustentáveis e reaproveitados. Para a coleção de verão a ONG se inspirou na Bossa Nova, tema do BFF, para criar peças suaves e frescas. Para trazer a suavidade das notas de João Gilberto as peças serão todas em tons pastéis de rosa, verde e bege.
As roupas, que foram desenhadas pelo estilista e orientador do evento Ronaldo Fraga serão soltinhas e não marcam muito o corpo. Vestidos, blusas e saias serão feitos a partir de uma técnica desenvolvida pelo grupo para o aproveitamento de banners que seriam descartados. Além desse material elas utilizam o barbante cru e o fio de algodão entremeado em crochê. Os acessórios, bolsas e sapatos serão produzidos com o banner e papel jornal.
: : Ficha técnica
Criação: Ronaldo Fraga, com coordenação de Daniela Aguiar e Helenice Bastos Styling: Fabrício Vianna Cenografia: a definir Trilha sonora: Hugo Siqueira Cabelo e maquiagem: a definir
Fonte: http://finissimo.com.br/radar/2008-11-08/
ATENÇÃO PRIMÁRIA: MINISTÉRIO DA SAÚDE TREINA PROFISSIONAIS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Cara e Cultura Negra movimenta o Teatro Nacional
Eita negro! Quem foi que disse que a gente não é gente? Quem foi esse demente, se tem olhos não vê... Menino negro, nascido no bairro de São José, no Recife, filho do sapateiro Manuel Abílio e da quituteira Merença, Solano Trindade, usou a poética como trincheira contra o preconceito do Brasil que conheceu no século 20, de forte ranço escravocrata e com um fio de oportunidade para os herdeiros da senzala. Celebrado como o Poeta da Resistência, completaria 100 anos de vida em 2008. A partir de hoje, o elitista Teatro Nacional Cláudio Santoro é dele, ou melhor, do povo afro-descendente. O projeto Cara e Cultura Negra espalha-se pela casa de espetáculos mais importante da capital federal. — Vamos ocupar o foyer com 200 painéis para contar a história da África e dos africanos que foram trazidos ao país. Vamos saudar não só a África Negra, mas a Setentrional (Egito, Marrocos), falar das atuais políticas públicas e afirmativas (as cotas, a Lei Maria da Penha), enumerar as influências da comida, na língua, na cultura, na arquitetura e homenagear alguns negros de expressão (Machado de Assis, Tia Ciata), conta Flávia Portela, coordenadora da mostra e prefeita do Conic, orgulhosamente, o pedaço mais negro do Plano Piloto. Até o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, Brasília, como legítima capital do país de população majoritariamente de afro-descendentes, assume-se como uma cidade de "cor" matriz do povo brasileiro. Mostras de fotografias, shows, desfiles de moda, gastronomia, espetáculos de dança, teatro e palestras querem chamar a atenção da população para a importância da cultura afro-brasileira no cotidiano. — Esse projeto nasceu no processo de requalificação do Conic. A idéia é questionar a falta de conhecimento do brasileiro sobre a cultura negra, já que o ensino é falho e a abordagem, completamente equivocada. Queremos falar da nossa origem e discutir essa abolição inconclusa, que completa 120 anos em 2008, analisa Flávia Portela. O público, por exemplo, pode voltar os olhos ao continente africano, esquecido e apagado do mapa global pela vigente ordem econômica mundial. Na mostra Corações da África (foyer da Sala Villa-Lobos), oito fotógrafos, a maioria estrangeiros, exibem trabalhos inéditos, alguns sobre etnias da Etiópia e Mali. Uma das séries mais poéticas é a do pesquisador norte-americano Steven Evans, associado ao Centro Internacional de Estudos Etnográficos, localizado em Atlanta (EUA). Ele chega à cidade para participar do projeto Outro Olhares, a ser lançado na comemoração dos 50 anos de fundação de Brasília, em 2010. — Esses fotógrafos vêm mapear o DF. Vão fotografar das entrequadras às cidades-satélites. São especialistas no registro antropológico da cultura negra, destaca Flávia Portela, que confirma a presença do suíço Marco Paoluzzo, dos holandeses Vincent De Groot, Dos e Bertiel Winkel, do português Rui Palha, dos norte-americanos Boaz Rottem e Steven Evans, da belga Martin Heigan e da catarinense Silvana Leal. Com todas as atividades gratuitas, Cara e Cultura Negra começa oficialmente nesta quarta, às 18h, com a ocupação do foyer e da Sala Villa-Lobos e o mezanino do Teatro Nacional (a mostra fotográfica Travessias femininas: passado e presente). Às 21h, o Balé Folclórico da Bahia sobe ao palco, com ingressos que estão sendo distribuídos há uma semana. — Vamos incensar o foyer com ervas aromáticas e colocar uma trilha de black music, enquanto o espectador segue apreciando o módulo educativo e as mostras fotográficas. Haverá ainda desfile de moda, estandes de produtos de beleza para o negro e um tabuleiro de acarajé da baiana Akini, acrescenta Flávia. Até o dia 20, três grandes shows movimentam o Cara e Cultura Negra. Sexta-feira, talentos da música negra no DF, como Ellen Oléria e Sérgio Magalhães (o sofisticado sambista e pedreiro), encontram-se com grupos como Caiana de Crioulos (PB) e Marabaixo (AP). No sábado, os africanos da Guiné Bissau Petit Mamadi e Fanta Kanatê, que fizeram uma elogiada apresentação, no mês passado, na Caixa Cultural, puxam noite de ritmos com Peu Meurray (BA), Mamour Ba (Senegal) e Babilak Bah (MG). Essas apresentações começam às 19h na área externa do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em espaço batizado como Clementina de Jesus. No Dia da Consciência Negra, o Conic será devidamente ocupado por discotecagem, batalha de rimas, peleja de rap e repente e show de Negra Li.
Fonte: http://divirta-se.correioweb.com.br/materias.htm?materia=5112&secao=Programe-se&data=20081105
domingo, 2 de novembro de 2008
Festival homenageia Cora Coralina com peças, recitais, degustações e outros eventos
Ainda hoje, o biólogo Paulo Bretas Salles se lembra daquele ano de 1974. Aluno da Universidade de Brasília, ele resolveu dar um tempo nos estudos e se mudar para a casa da avó, a poeta goiana Cora Coralina, na Cidade de Goiás. Lá, tinha longas conversas com ela sobre literatura e sentia o perfume dos doces, preparados diariamente em tachos de cobre no fogão a lenha. "Sou mais doceira e cozinheira do que escritora, sendo a culinária a mais nobre de todas as artes: objetiva, concreta, jamais abstrata...", dizia a autora, no poema Cora Coralina, quem é você?, publicado em 1976. "Foi um período de muito aprendizado. Além de vê-la fazendo doces de mamão, figo, laranja, ouvia histórias e conversava com pessoas que a visitavam. A casa tinha portas abertas para todos", recorda-se o neto. Paulo faz parte da Associação Casa de Cora Coralina, criada em 1985 com o objetivo de manter um museu vivo em Goiás e zelar pela preservação da memória e obra da poeta. Uma das ações do grupo é o Festival de Doces e Poesias de Cora Coralina, que movimenta Brasília de hoje a sábado, em diferentes locais. Com entrada franca, o evento reúne filmes, espetáculos teatrais, recitais de poesias, apresentações musicais, feira de livros, artesanato e, claro, degustação de doces. Também busca a inclusão social, por meio de atividades gratuitas para idosos, estudantes de escolas públicas do DF e doação de títulos em comemoração ao Dia Nacional do Livro (hoje). "Queremos homenageá-la da forma como ela gostava: louvando os doces, a poesia, e exaltando o otimismo, a crença na vida", ele explica. Na abertura do festival, hoje, às 19h, no Espaço Cultural Renato Russo, o público poderá assistir ao documentário Cora, doce Coralina, de Armando Lacerda e Vicente Fonseca. Premiado no 19º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 1986, o curta foi filmado na casa em Goiás e mostra a autora declamando seus poemas. Após a exibição do filme, haverá um recital de poesias com Lilia Diniz e degustação de doces prediletos de Cora. Em seguida, o cantor e compositor Marcelo Barra fará homenagem à escritora. "Ela representa o começo da minha carreira e se tornou parceira", conta o goiano, referindo-se a um clipe de 1981, que contou com a participação da poeta. Marcelo vai cantar Cora Coralina, música de sua autoria; Todas as vidas e Serenata – poemas dela musicados por ele –, além de composições regionais sobre o pequi, o Rio Vermelho e o famoso empadão goiano. Amanhã, o destaque é a peça Flor de beco, do grupo brasiliense Teatro do Inconsciente, apresentada no Sesc de Taguatinga, às 15h. Inspirada na obra de Cora e Monteiro Lobato, a montagem foi construída após três anos de pesquisa sobre a cultura popular do interior do Brasil, especialmente de Goiás e São Paulo. Na sexta, às 20h, será a vez do espetáculo Cora Coralina, coração encarnado, dirigido por Orã Figueiredo. No elenco, Renata Roriz, Rita Elmor e Teresa Seiblitz. Indicada ao prêmio Shell em categoria especial pelo roteiro e pela iniciativa da produção, a peça estreou no Rio de Janeiro em 2006 e passou por São Paulo. No palco do Espaço Cultural Renato Russo, as três atrizes darão voz às personagens de Cora Coralina e entrevistas da poeta, dos 90 aos 95 anos, serão projetadas em um telão. "O roteiro (de Renata Roriz) apresenta três fases. Na primeira, há passagens pela infância de Cora. Depois, as relações com o marido e os filhos e o trabalho. A última é ela pensando na morte, na velhice, relembrando a infância", conta o diretor. Segundo ele, as atrizes não declamam poemas, mas vivem crianças, mulheres operárias, entre outras figuras, e acabam fisgando o espectador. "Isso é mérito de Cora. Ela atinge o coração." Quem foi Cora Nascida em Goiás, em 1889, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, a Cora Coralina, teve uma trajetória literária peculiar. Apesar de escrever desde menina, seu primeiro livro, Poemas dos becos de Goiás e estórias mais, só foi publicado quando ela tinha 76 anos. Com quase 90, um dos exemplares chegou às mãos do poeta Carlos Drummond de Andrade, que, em crônica do Jornal do Brasil, em dezembro de 1980, disse: "Admiro e amo você como a alguém que vive em estado de graça com a poesia. Seu livro é um encanto, seu verso é água corrente, seu lirismo tem a força e a delicadeza de coisas naturais". A partir daí, Cora recebeu homenagens, como o título de doutora honoris causa pela Universidade Federal de Goiás e o Troféu Juca Pato da União Brasileira de Escritores. Reconhecida como contadora de histórias e coisas de sua terra, ela teve nove livros publicados, entre poemas e contos para adultos e crianças. Morreu em Goiânia, em 10 de abril de 1985. Leia, na íntegra, o poema Cora Coralina, quem é você?
Congresso sobre inclusão social de deficientes
Primeiro Congresso Muito Especial de Tecnologias Assistivas e Inclusão Social das Pessoas com Deficiência, acontece entre os dias 02 e 05 de dezembro no hotel Rio Othon Palace, no Rio de Janeiro. O congresso, que será gratuito, vai promover debates e palestras com especialistas no tema, além de escutar autoridades, pessoas com deficiência e interessados no assunto. Durante o evento será apresentada uma série de novas tecnologias que podem melhorar muito a vida dessas pessoas com deficiência.
O Congresso é uma iniciativa do Instituto Muito Especial com o apoio do Mistério da Ciência e Tecnologia e visa difundir e estimular o desenvolvimento das Tecnologias Assistivas, apresentando para sociedade as possibilidades tecnológicas disponíveis, que facilitam e contribuem para a ampla inclusão social da pessoa portadoras de deficiência.
"O Congresso buscará aproximar pessoas envolvidas no desenvolvimento das tecnologias assistivas e na luta pelos direitos da pessoa com deficiência, como acadêmicos, empresários, políticos, comunidade científica, médicos, fisioterapeutas, arquitetos, pessoas com deficiência e formadores de opinião. O evento abordará questões inerentes às pessoas com deficiência e a Tecnologia Assistiva, conscientizando a sociedade sobre a forma de lidar com essas pessoas, e de como podem ser incluídas no mercado de trabalho, além de proporcionar independência e a melhoria da qualidade de vida", sintetiza Marcus Scarpa, Presidente do Instituto Muito Especial.
Fonte: http://www.mercadoeeventos.com.br/script/FdgDestaqueTemplate.asp?pStrResolucao=&pStrLink=3,57,0,36910&IndSeguro=0